terça-feira, 20 de setembro de 2016

Olhei e lá estavam elas, todas aperaltadas! Uma de vestido, outra de fita e laço, o mesmo tecido para as indumentárias, trelas cor-de-rosa iguais. Teria a “mãe” tido “gémeas”?

Que densas devem ser as sombras de quem trata dos cães (e outros bichos) como se fossem humanos! Sei que é MUITO difícil o compromisso de amar e educar um filho, e respeito absolutamente quem opta por não o fazer. Mas se não há condições e preferem a companhia dos animais, porque os humanizam?

Medito sobre estas questões enquanto passeio o meu cão favorito, que passa uns dias comigo enquanto a família dele desagua noutras paragens. Sim, ele pertence à família, mas o lugar dele é na casota e não no sofá ou na cama. Come a comida dele e não a dos donos porque o seu metabolismo é de cão e não de humano. E caça moscas, borboletas, rebola-se na relva e na terra até ficar com mais três tons no pêlo além do original, marca o território (por vezes onde não deve) e persegue os gatos. E não tem nenhuma coleira “de marca” nem veste coisas estranhas, mesmo que esteja a chover torrencialmente.

Os cães (regra geral) são admiráveis pela fidelidade, pelo entusiasmo com que nos recebem SEMPRE, pela capacidade de vigiarem e esperarem por nós. Não têm frio nem fome como nós, têm ritmos diferentes, de acordo com a natureza deles que deve ser respeitada, não? Porque lhes atribuem qualidades humanas? Será que os humanos gostam que façam deles qualquer coisa que não são? Não me parece.

Este é o Mo. Ainda bem que é cão e não humano!